quinta-feira, 30 de setembro de 2010

AGRONEGÓCIO

Rural Meio-Dia - Agricultores devem tomar cuidados com armazenamento de sementes em MT



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

AGRONEGÓCIO

PRODUTORES DE ARROZ BUSCAM ESTRATÉGIAS PARA FORTALECER O SETOR EM MT
Quarta edição do Seminário Cultura do Arroz de Terras Altas de Mato Grosso reuniu empresários, produtores e especialistas

Fortalecer a produção no campo, na indústria e aproveitar o cenário de alta do consumo de alimentos nos próximos anos. Este é o objetivo da cadeia produtiva do arroz de Mato Grosso, que se reuniu nesta sexta, dia 24, em Cuiabá em um encontro para discutir o futuro do setor.



A quarta edição do Seminário Cultura do Arroz de Terras Altas de Mato Grosso reuniu empresários, produtores e especialistas do setor. Em discussão, estavam as estratégias para fomentar a atividade no Estado que já foi um dos principais produtores do cereal no Brasil.

Alguns números exemplificam bem o retrato da rizicultura em Mato Grosso. Há seis anos, cerca de 120 indústrias estavam em atividade no Estado. Porém, diante do crescimento desordenado tanto do parque industrial quanto das áreas de cultivo, a qualidade de boa parte da produção deixava a desejar, o que comprometeu o setor. Hoje, apenas 35 indústrias estão em funcionamento. A atividade vive uma fase de reestruturação, com uma perspectiva bastante otimista.

Atualmente, o Estado possui a quarta maior área cultivada no país e é responsável por uma produção superior a 740 mil toneladas, volume bem inferior ao que era registrado no início da década, quando eram colhidas quase dois milhões de toneladas. A diferença, segundo os especialistas, está na qualidade do produto que avançou significativamente nos últimos anos, depois da implantação do programa de melhoramento do arroz de terras altas.

De acordo com a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT), 75% da produção são vendidos para Estados das regiões Sudeste e Nordeste. Ampliar este número e alcançar novos mercados são algumas das metas a serem atingidas.

— É preciso fazer para que o setor do arroz cresça e alcance novos mercados — disse o vice-presidente da FIEMT, Mauro Cabral de Moraes.

A concorrência provocada pela importação de arroz de outros países também prejudica o setor. Porém, no que depender da expectativa dos participantes do encontro, o cenário da rizicultura no Estado deve dar bons passos nos próximos anos. A integração e a organização dos elos da classe produtora aliada ao aquecimento da demanda mundial por alimentos podem representar uma excelente oportunidade para o setor.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

AGRONEGÓCIO

Agricultores de Mato Grosso aguardam retorno das chuvas para começar plantio de soja
Demora pode causar reflexos para a safrinha de milho e algodão

Os agricultores de Mato Grosso aguardam apenas o retorno das chuvas para iniciar o plantio da safra de soja. O fim do vazio sanitário acendeu a luz verde para o cultivo do grão, mas, diante da estiagem prolongada, ninguém se arrisca a semear o solo. Nos campos de Mato Grosso, nem sinal das plantadeiras.

A movimentação é apenas das máquinas que em algumas áreas fazem os últimos preparativos no solo. A fazenda deste agricultor Gladir Tomazelli, em Campo Verde, é um retrato do que acontece em outras regiões do Estado: boa parte da área de 2,5 mil hectares já está pronta para receber as sementes, mas o plantio deve atrasar.

– Nós tínhamos um cronograma para iniciar o cultivo do solo, mas deve haver atraso por conta das previsões de demora na chegada das chuvas – explica Tomazelli.

A cautela é uma tentativa de evitar prejuízos com o clima na safra que começa agora.

– A condição para iniciar o plantio é após uma chuva de 50 a 60 milímetros. E não adianta ser uma chuva de uma vez só. É preciso que o ambiente fique com um clima mais úmido, propício para a germinação das sementes – explica a agrônoma Jucieli Simon.

Esta será uma safra influenciada pelo fenômeno La Niña que, ao que tudo indica, deve provocar atrasos na ocorrência de chuvas, além de cortes precipitados e veranicos em algumas regiões. Por isso os agricultores estão sob sinal de alerta, já que a provável demora para o início do plantio pode trazer reflexos para a safrinha de milho e, principalmente, de algodão.

Em Campo Verde, pelo menos 80% da área que será cultivada com soja deverá receber uma segunda safra após a colheita dos grãos. A expectativa é de que o algodão preencha a maior parte deste espaço. O agricultor e presidente do Sindicato Rural do Município, Jader Bergamasco, pretende cultivar 1,3 mil hectares de algodão safrinha. Para não ter que mudar os planos, ele vai precisar da ajuda de São Pedro e torcer para que o atraso na chegada das chuvas não comprometa o cronograma da lavoura.

– Vou plantar algodão safrinha após colher a soja. Como já vendi antecipadamente parte da produção de algodão safrinha, tenho um cronograma a ser seguido. Precisa plantar soja até 18 de outubro e safrinha de algodão no mês de janeiro.

Enquanto os agricultores aguardam a vinda das águas, as projeções indicam que a área de soja em Mato Grosso vai registrar um pequeno aumento. De acordo com o Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), devem ser cultivados mais de 6,24 milhões de hectares, cerca de 23 mil hectares a mais do que na safra passada. A produção pode chegar a 18,8 miilhões de toneladas.

Alcançar e superar esta marca é possível e depende do empenho do produtor, da tecnologia empregada no campo e, é claro, de um bom regime de chuvas.

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AGRONEGÓCIO

Produtores de cooperativas argentinas visitam Mato Grosso
Visitantes querem entender características do setor no Estado que é o maior produtor de soja, algodão e carne bovina do país

Produtores rurais da Argentina estão em Mato Grosso para conhecer o sistema de produção agropecuária. Os visitantes querem entender as características do setor no Estado que é o maior produtor de soja, algodão e carne bovina do país.

São 35 pessoas, entre produtores rurais e agrônomos. Eles fazem parte da Associação de Cooperativas Argentinas (ACA), que reúne cerca de 180 associados. No encontro com produtores de Mato Grosso, as questões foram direcionadas para temas estratégicos. Algumas diferenças ficaram evidentes, como por exemplo a falta de logística e o consequente encarecimento do frete em Mato Grosso.

— Nós pudemos ver que o sistema de produção é maior do que o nosso e há também uma diferença de infraestrutura muito grande. Nossa organização também é diferente. Quanto aos números que nos apresentaram, não são tão bons quanto os nossos. Os insumos e o frete, por exemplo, tornam a rentabilidade menor do que a que temos — explica o agrônomo e agricultor Luciano Sosa.

Outro ponto levantado foi o arrendamento de terras, que em Mato Grosso custa 40% a menos que na Argentina. Mesmo com o valor mais baixo, o gerente da Cooperativa Agropecuária de Tandil, Daniel Alvarez descarta o interesse de investir no Brasil. Ele mostra preocupação com o avanço da concentração de áreas no Estado, o que também vem acontecendo na Argentina.

— Somos cooperativas de produtores e nosso interesse é crescer no nosso país, mas também vemos com preocupação o avanço que acontece tanto no Brasil quanto na Argentina de grandes e médias empresas. Então temos que buscar alternativas e trabalhos para preservar nossos produtores e assim, de forma conjunta, conseguirmos crescer. Nosso objetivo não é investir no Brasil — defende Alvarez.

Se por um lado, a falta de logística e a concentração de terras preocuparam os visitantes, o papel assumido pelo Brasil de produzir alimentos e matéria-prima para atender ao crescente consumo mundial, também chamou a atenção.

— É fundamental que o Brasil esteja entendendo a missão que tem no mundo, que produzir alimentos e matéria-prima é fundamental, assim como discutir as questões sobre meio ambiente. Hoje o Brasil está um passo adiante com relação a estes assuntos — completa Alvarez.

Neste intercâmbio de experiências, o fortalecimento do cooperativismo argentino pode ser um bom exemplo a ser seguido pela classe produtora brasileira.

Depois de conhecer as características do sistema produtivo na teoria, o grupo vai ver de perto a realidade dos produtores rurais do Estado. O cronograma inclui visitas a fazendas em Nova Mutum, além de uma fundação de pesquisa agropecuária em Lucas do Rio Verde. O roteiro permite uma breve comparação das principais diferenças entre o cenário do setor rural no Centro-oeste brasileiro e o que é encontrado no país vizinho.

— Os argentinos verão de perto a realidade das terras brasileiras, o tamanho das propriedades, entre outras características — diz o diretor da Diniscor, Robison Scorsolini.

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Série Especial - Eleições 2010 (VT 05)

Setor deve cobrar dos novos governantes acesso à energia elétrica

Ter acesso à energia elétrica ainda é um sonho de muitas pessoas que moram em áreas rurais. Quem ainda vive no escuro sabe que, além de conforto, está perdendo oportunidades de prosperar na atividade agrícola. A última reportagem da série Eleições 2010, especial sobre os Desafios para o Agronegócio, mostra como a eletricidade pode mudar a vida dos agricultores e que este também será um dos temas que o setor deve cobrar dos novos governantes.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Série Especial - Eleições 2010 (VT 04)

Próximos governantes terão desafio da falta de espaço para armazenagem

O Brasil não tem capacidade para armazenar as supersafras. Em Mato Grosso, que é o maior produtor de grãos do país, este ano parte do milho foi estocada a céu aberto, um alerta que deve ser levado a sério pelos próximos governantes. A estimativa de crescimento da produção agrícola nacional preocupa os agricultores que não sabem se vão ter espaço para estocar as safras. É o que mostra a quarta reportagem da série Eleições 2010, Especial sobre os Desafios do Setor


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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Série Especial - Eleições 2010 (VT 03)

Brasil concentra 58% do transporte de cargas nas rodovias

O Brasil concentra atualmente 58% do transporte de cargas nas rodovias. Sem opções, os produtores rurais muitas vezes acabam pagando caro para escoar a safra. A reportagem desta quarta, dia 25, da série Eleições, Especial sobre os Desafios para o Agronegócio, mostra como está a situação das hidrovias e ferrovias no Brasil.A equipe do Canal Rural foi ouvir o que a classe produtora espera dos próximos governantes quando o assunto é diversificação dos modais de transporte.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Série Especial - Eleições 2010 (VT 02)

Produtores esperam que novo governo crie rotas para escoar a produção
Ampliar a malha rodoviária, recuperar e conservar as estradas existentes, criar novas rotas para o escoamento da produção agropecuária. Esses são apenas três itens da extensa lista de reivindicações dos produtores rurais brasileiros quando o assunto é infraestrutura e logística. A expectativa do homem do campo é que essas demandas façam parte dos programas de governo dos políticos que forem eleitos em outubro. É o que você confere na segunda reportagem da Série Eleições 2010, especial sobre os Desafios para o Agronegócio.

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Série Especial - Eleições 2010 (VT 01)

Altos custos do transporte são desafio para novos governantes

A produção agrícola brasileira cresce a cada ano. São safras recordes e o aumento constante das exportações. Só que algumas barreiras impedem o aumento da renda e a qualidade do trabalho no campo. As péssimas condições de infraestrutura e logística estão entre os principais obstáculos. Nesta semana, o Canal Rural exibe mais uma série de reportagens do projeto Eleições 2010, especial Desafios para o Agronegócio.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Canal Rural

Canal Rural

Carregando...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Maceió: sol, praias, tranquilidade e cerveja gelada...





Entre os dias 17 e 24 de novembro consegui realizar parte de um sonho, um projeto de vida na verdade: conhecer um pouco do nordeste brasileiro! O local escolhido, em companhia de minha noiva, foi Maceió e as belíssimas praias próximas à cidade que fazem de Alagoas um estado paradisíaco! Bem, nem é preciso dizer o quanto este período foi maravilhoso, o quanto foi divertida e única esta experiência...
Para compartilhar um pouco desta sensação, postei algumas fotos da região que conhecemos....

Saudades, saudades, saudades....

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Enfim, o "videozinho" prometido...

Demorou, mas ele está aí!
Este é o pequeno vídeo que fiz (de bobeira) durante a passagem por Cuiabá na última semana. Tentei postá-lo aina no aeroporto, há uma semana, mas não deu certo. Como os últimos dias foram bastante corridos, só agora consegui cumprir o prometido...
Já vou avisando: é um vídeo muito curto, bem bobinho, apenas para ilustrar o último post.
Abçs

segunda-feira, 6 de julho de 2009

PARA NÓS, CAMPO-GRANDENSES...

Comecei esta semana com uma missão: junto com o repórter cinematográfico Pedro Silvestre, cobrir a polêmica discussão envolvendo ambientalistas e produtores rurais em Mato Grosso, mais precisamente nos municípios do estado que – por sorte ou revés – carregam a alcunha de fazerem do bioma amazônico. Vale ressaltar que, desde um 1996, os agropecuaristas desta região devem respeitar o limite de manter preservados 80% da mata nativa presente nas propriedades. Antes desta data a exigência era que “apenas” 50% fossem mantidos intactos.

Para cumprir esta tarefa nosso cronograma é bastante extenso: saímos de Campo Grande no domingo em direção a Cuiabá. Da capital mato-grossense seguiremos na noite desta segunda-feira (daqui a algumas horas, para ser mais preciso) para Sinop. Na terça pela manhã rumamos de carro para Alta Floresta (cerca de 350km de estradas em condições duvidosas), onde permaneceremos até a madrugada de sexta-feira. Bem, como deve ter dado para perceber escrevo este post enquanto aguardo o momento para o check-in do vôo, que parte às 22h45 horário local.

Para encurtar a história e ir direto ao assunto que motivou este depoimento, vamos deixar o enfoque da viagem para depois (e lá vai a propaganda), afinal todas as reportagens que fizermos aqui serão veiculadas nas próximas edições do Rural Notícias, Rural Meio-Dia e Bom Dia Campo, no Canal Rural.

Bem, vamos lá... Ao desembarcar em Cuiabá (domingo, quase meio-dia) o sol e o calor característicos da região já mostraram o porquê são tão famosos. Cerca de 35 graus logo na saída do aeroporto (que na verdade não fica em Cuiabá, mas sim em Várzea Grande). Nada que castigue um sul-mato-grossense, mas o suficiente para “esquentar” um pouquinho...

Driblado o efeito calor, em seguida me deparo com a triste realidade (pelo menos para nós, campo-grandenses): conterrâneos da Cidade Morena, não há mais jeito! A Copa do Mundo de 2014 realmente vai ter como uma das sub-sedes nossos “vizinhos”. É claro que esta história já está mais do que batida, mas “cá entre nós”, é muito castigante ver que tudo o que era planejado para a nossa terra será feito – de fato – aqui!

Nas ruas os outdoors comemorativos tomam conta e chamam muita atenção. Em todos eles (ou na grande maioria) frases estampam a felicidade dos cuiabanos e demonstram o agradecimento ao Governador Blairo Maggi – articulador mestre desta conquista. Não bastasse os outdoors, ainda é preciso conviver com os veículos particulares que carregam “colados na lataria” vários adesivos repetindo tal felicidade.

Olhando para os lados é possível ver o progresso dando passos cada vez maiores nesta terra. Prédios em construção, hotéis sendo ampliados, restaurantes organizando a cozinha e melhorando significativamente o atendimento... Efeito Copa? Com certeza!!! Ainda faltam 5 anos para o maior evento que esta região verá (ressalto que poderíamos ser nós comemorando tais feitos), portanto é tempo para se preparar, aparar as arestas que possam causar má impressão aos turistas, evoluir para fazer desta oportunidade um marco na história da cidade e do estado.

Acredito que um dos maiores investimentos deverá ser destinado ao transporte. Isso aqui tá um caos só! Engarrafamentos, buzinaços, acidentes! Problemas comuns em uma Capital, como a nossa Campo Grande! Para dar um jeito nisso, as emissoras locais já exibem informes publicitários informando as medidas que serão adotadas para mudar o vai-vém dos moradores. E uma delas é a implantação dos famigerados “veículos leves sobre trilho”, que o nosso prefeito gostaria tanto de implantar em nossa cidade...
Bem, desabafos à parte, escrevo este pequeno relato para demonstrar minha consternação por não termos sido escolhidos como sub-sede da Copa de 2014. Escrevo para reforçar que tínhamos sim perfeitas condições de atender às exigências de FIFA, e que, assim como a grande maioria de nós, não encontro “explicações palpáveis” para a nossa derrota...

Porém, encerro este comentário com uma dor imensa no coração, mas sem poder deixar de parabenizar nossos “vizinhos” pela conquista e de “invejá-los” por não estarmos vendo em nossa Capital Morena os largos passos que o progresso já caminha por aqui.

PS: segue um "videozinho" editado às pressas aqui mesmo no aeroporto apenas para ilustrar o texto.

PS 2: Como não tinha nenhum conversor de vídeo instalado no computador, baixei um "rapidão" na internet. Mas como a cópia era "gratuita para teste" ele colocou automaticamente uma mensagem no meio da tela. Desconsiderem...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

CORINTHIANO SOFREDOR? GRAÇAS A DEUS!


Quarta-feira, dia primeiro de julho de 2009, 20h50, mesa de bar (Barbaquá pra ser mais preciso). Olhos vidrados em uma televisão de plasma, 42 polegadas, recém adquirida pelos proprietários do estabelecimento. O motivo, é claro, não é a imponência do monitor, nem tampouco as cores vibrantes que são exibidas na tela. Mas sim uma decisão que – pelo menos para mim e para outros tantos milhões de corinthianos espalhados pelo Brasil – estava “engasgada” desde a trágica final da Copa do Brasil contra o Sport do Recife em 2008. Mais uma vez o “Todo poderoso Timão” mostrava sua força e decidia um título nacional. Desta vez precisávamos ganhar! Caso contrário... Bem, é melhor nem imaginar outro desfecho para esta história!

Enquanto a partida “comia solta” fiquei recordando alguns capítulos da minha história com o Corinthians. Sim minha gente, cada corinthiano tem uma relação própria com o clube, um “causo”, uma lembrança que seja que ligam o timão à sua vida. Nesses instantes viajei mesmo: a alegria de ser campeão paulista este ano, a conquista da Série B de forma brilhante, o rebaixamento em 2007, o brasileiro de 2005 (neste ano dividia a atenção com a cobertura dos focos de Febre Aftosa no sul de MS), e assim sucessivamente, cronologicamente retornando ao passado com as conquistas do timão. Foi então que me lembrei de uma história que poucos acreditam, mas que eu juro, é a mais pura verdade: sou corinthiano desde quando nasci!

Eis a prova:
Como é costume, muitos pais presenteiam os parentes e amigos com uma pequena lembrança no dia da primeira visita que fazem ao recém-nascido. Nesse campo já viraram clichês lembrancinhas como chupetas, cartões, sapatinhos de crochê (ou tricô, nunca sei o certo), enfim, tudo o que represente os pequeninos “neninhos” que acabam de vir ao mundo. No meu caso foi diferente. A idéia – muito feliz e provavelmente originada na mente “visionária” do meu saudoso pai – acabou servindo como o meu primeiro “elo” com o Corinthians. É sério! Quem me visitou recebeu de lembrança um pequeno cartãozinho com meu nome, data de nascimento, etc., e um bonequinho (pequeno mesmo) com o uniforme do timão pintado no corpo! Ah, estava clara a minha “preferência futebolística” antes mesmo de entoar o meu primeiro choro! Corinthiano desde o primeiro minuto neste mundo! Que beleza, que beleza (como diria o narrador Milton Leite, do Sportv). Quem esteve presente naquele dia (quase 27 anos e 7 meses atrás) pode comprovar o que estou escrevendo. Até tentei achar uma destas lembranças para mostrar aqui, mas não encontrei. Sei que ainda existe uma lá em casa, se achar prometo: colocarei uma foto neste blog.

Promessas a parte, o fato é que esta minha primeira história como corinthiano ficou latente em minha cabeça na última quarta-feira. Com ela ou a partir dela, recordei outros tantos momentos de minha vida como torcedor. Também fui adolescente fanático pelo time, colecionador chaveiros, recortes de jornais e revistas, pôsteres, flâmulas, e todo o tipo de bugiganga que mencionasse o timão (ah, algumas eu ainda tenho guardadas). Coisa de moleque?!? Talvez...

Também já cheguei a brigar “feio” com meu pai por conta do time. E olha que foi ele quem – de certa forma – me colocou nesta torcida! Este capítulo ocorreu em 1993, durante a decisão do Campeonato Paulista. Pensa no clássico: Corinthians e Palmeiras. Dói só de lembrar! Depois de vencer o primeiro jogo da decisão por 1 a 0 (gol do Viola, aquele polêmico, comemorado como um porco – ou suíno como deve ser dito) me enchi de esperança para o jogo decisivo. Lembro que até apostei com o dono de uma mercearia próxima a minha casa (morávamos em Cuiabá nesta época), palmeirense fanático, da época do Palestra Itália ainda. Antes não tivesse apostado! O timão fora massacrado: 3 a 0 no tempo normal e ainda perdeu por 1 a 0 na prorrogação (nem adianta perguntar: eu não sei porque raios ainda teve a prorrogação, era uma “regra” do campeonato naquele ano). Dupla derrota no mesmo dia! Fiquei arrasado. Meu pai tentava me consolar, mas ao mesmo tempo tirava um sarrinho da minha cara. Fiquei puto com ele. Briguei, chorei, fiquei louco de raiva! Ele só ria! Minha mãe, flamenguista, tentava amenizar. Meu irmão do meio, o Edinho, até então corinthiano, não pensou duas vezes: trocou o amor pelo Corinthians pelas cores rubro-negras do Flamengo, que um ano antes havia consagrado-se como pentacampeão brasileiro (coitado! Mal sabia ele que aquela seria a última vez que o time carioca levantaria a Taça do brasileirão, o que não se repetiu durante estes 17 anos seguintes). Até o André, irmão caçula, com apenas 4 anos de idade na época abandonou o timão! Passou a torcer, acreditem, para o Paraná Clube! Tadinho, é louco!

Eu resisti! E como diz o ditado, ri por último! Continuo rindo! De lá pra cá foram muitos os títulos: assisti aos 3 da Copa do Brasil, a mais 3 Brasileiros, ao Mundial (e não adianta contestar não, é reconhecido pela FIFA), Torneio Rio-São Paulo, Campeonatos Paulistas... Vivi nestes anos todos, relações de amor e ódio com o Corinthians. Mas é justamente esta a graça de ser torcedor, é preciso aprender a vencer e a ser derrotado, a dar a volta por cima, a comemorar os momentos de alegria e também recordar os de tristeza.

Meu irmão caçula deve estar aprendendo isso (desculpem pelo gerúndio): voltou a usar a camisa do Corinthians e quem esteve no Barbaquá no último dia primeiro, viu o quanto ele vibrou com os gols do timão no Internacional. Efeito Corinthians? Efeito Ronaldo? Sei lá... acho que as respostas são os efeitos FELICIDADE, EMOÇÃO, SOFRIMENTO, GARRA, EXPLOSÃO, que contagiam a todo corinthiano. No fim do jogo, com o título nas mãos, ajudou-nos a cantar em uníssono o coro marcante de 2007: “aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians...”

Quanta euforia! Após este misto de passado e presente olho para os lados: as mesas já estão praticamente vazias. Abraço a minha noiva (Marina linda!). Continuamos comemorando em voz baixa... A tela de plasma ainda prende a atenção por mais alguns minutos. Falta levantar a taça, dar a volta Olímpica, saudar a torcida, dar entrevistas. Pronto! Agora sim! Podemos sair de frente da TV! Coração aquecido, adrenalina em alta, felicidade estampada no rosto! No dia seguinte o efeito vitória ainda se faz presente. Hoje, dois dias após a decisão, também. E eu sei, será assim até a próxima partida, contra o Fluminense na próxima quarta-feira. A partir de então a felicidade será apenas uma sombra... Deste dia em diante a história será outra: agora iremos lutar pelo Brasileirão! Vamos lá timão!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Salve a Seleção!!!



Ainda me lembro como se fosse ontem! O lateral Roberto Carlos ajeitava o meião, a zaga brasileira dava um vacilo histórico e o atacante Henry marcava aquele que seria o único gol da partida, o golpe fatal no sonho do hexa. Era dia primeiro de julho de 2006 e o Brasil – incrédulo – assistia à desclassificação precoce da Seleção na Copa do Mundo de Futebol. Minha reação foi instantânea: raiva, decepção e uma vergonha imensa de torcer com tanta garra para um time formado por “pop-stars” que aparentavam estar mais preocupados com os Dólares que ganhavam na Europa do que com os milhões de corações que assim como o meu tinham esperança de ver mais uma vez o país levantar o caneco (que convenhamos, deixou de ser um caneco há muitas e muitas copas...). Quem é brasileiro sabe: podemos enfrentar a maior dificuldade em tudo, mas quando o assunto é futebol, somos os maiorais... Bem, pelo menos éramos até aquele fatídico dia. Lembro que prometi para mim mesmo nunca mais torcer com tamanha paixão para a Seleção e estava certo de que aquele ufanismo estava sendo abandonado. E assim foi feito durante o segundo semestre de 2006, todo o ano de 2007, 2008 (apesar de que as vitórias sobre a Argentina, bem, estas eu comemorei bastante) até chegarmos a 2009, um ano antes de mais uma Copa do Mundo. A decepção com as escalações do Dunga, a apatia do time em campo, enfim, tudo conspirava para que a minha promessa se mantivesse firme. Desta vez, já supondo a classificação para a Copa, não me decepcionaria como outrora, já que este “timinho sem-vergonha” não movia nenhuma empolgação. Ledo engano! Eliminatórias sul-americanas: 4 x 0 no Uruguai!!! 2 x 1no Paraguai!!! E chega o teste final: a Copa das Confederações. A estréia modesta diante do Egito (4 x 3), a vitória tranqüila sobre os EUA 3 x 0, a humilhação “piedosa” sobre os atuais campeões do mundo (3 x 0 Itália), a vitória “na raça” sobre os donos da casa ( 1 x 0 África do Sul) e a virada esplendorosa sobre os norte-americanos na final (3 x 2 ) e pronto! Lá estou eu, novamente, vibrando com as cores tupiniquins, erguendo a bandeira verde-amarela e gritando: Somos mais uma vez os favoritos ao título! De time fraco e pouco expressivo, nossa Seleção mostrou neste torneio as características que mais representam o brasileiro: determinação, garra, força de vontade, emoção. Espero não me frustrar de novo, espero poder escrever um final mais feliz em 2010, espero – como milhões de brasileiros – poder soltar o grito preso na garganta em 2006 e bradar: HEXACAMPEÃO!!! Bem... ainda falta bastante tempo até lá. Ainda é cedo para ficar entusiasmado com o time. Mas, como brasileiro nato, vou me permitir tentar mais uma vez. Apostarei novamente na Seleção, vestirei a camisa Canarinho e aguentarei ouvir a narração muitas vezes “pé fria” do Galvão Bueno em mais um Mundial. Afinal, sou brasileiro e como diz o ditado: Não desisto nunca! Mas se o time fraquejar... Bem, aí será outra história!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson morreu! Estamos chocados!


A notícia que começou como um boato rapidamente se espalhou e antes que pudéssemos nos dar conta do que de fato acontecia, nos surpreendíamos com a nota oficial: o maior astro do pop mundial saía de cena. Não há muito o que comentar, apenas que eu, assim como o mundo inteiro, ficamos chocados com o fim repentino de uma carreira que começou muito cedo. Surpresa, comoção, recordação, tristeza, enfim, um misto de sentimentos entrelaçados tomou conta de quem, assim como eu, admirava (mesmo que a certa distância) o trabalho de um verdadeiro artista. Interessante falar sobre a reação que nossa mente e nosso coração adotam em momentos como este. Eu por exemplo estava em casa, ainda anestesiado pela classificação da Seleção Brasileira para a final da Copa das Confederações, após uma vitória que –parafraseando Galvão Bueno – fora dramática, quando vejo a Fátima Bernardes falar sobre o estado de saúde até então oficialmente desconhecido do cantor. Pelo destaque dado a notícia, que mais tarde abriria o Jornal Nacional, não restava dúvidas de que algo estranho pairava no ar. Estaria ainda vivo o autor de sucessos como Thriller (1982)? Tive a sensação que não. Palpite confirmado – oficialmente – horas depois... E a modesta alegria pela vitória brasileira ficava de lado, era substituída pelo espanto, pela surpresa, pelo choque e pela decepção: gostaria realmente de poder ver (pela TV e iternet, é claro) o retorno deste ícone aos palcos. Conseguiria ele, mais uma vez, surpreender a todos e dar a volta por cima, arrebanhar milhares de fãs em milhões de Dólares em uma turnê que já tinha todos os ingressos vendidos para nada mais nada menos que 50 shows? Acredito que sim. Mas, infelizmente, nunca vamos saber.
Quarenta e cinco anos de carreira, cinqüenta de idade, polêmica, sucesso, falência, escândalos, julgamentos, surpresas, autenticidade, excentricidade... quantas palavras e expressões podem ser associadas e/ou rotular uma carreira que foi acompanhada nos quatro cantos do mundo? Talvez todas juntas, talvez outras não transcritas neste post, talvez ainda apenas aquela que o caracterizou por muitos e muitos anos: ORIGINALIDADE!
Encerro este comentário com a frase “clichê,” que ouvi pela primeira vez em maio de 1994 na morte de Ayrton Senna, mas que acredito ser a que melhor possa definir este momento: “morre um ídolo, nasce um mito”. As outras gerações com certeza ouvirão falar dele!

Luiz Patroni

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Observar e pensar...



Duas imagens (captadas na internet, é claro) para ajudar a refletir... Uma mostra a tragédia em SC. A outra mostra a FOME no mundo.

Até logo...

S.O.S..... S.O.S...

Nas últimas semanas acompanhamos diariamente o desespero e o sofrimento das milhares de pessoas que perderam muito com o desastre em Santa Catarina. Uma situação triste, que talvez pudesse ter sido evitada, mas que hoje é a mais pura realidade de quem habita por lá.

Mas este caso, que causou extrema comoção pública, revelou o lado humanitário de outros milhares de brasileiros, que, sedentos por ajudar de alguma maneira quem hoje sofre as conseqüências das enchentes e deslizamentos de terra, estão movendo campanhas de solidariedade de norte a sul do país amenizando - na medida do possível - a dor dos catarinenses. São movimentos liderados por pessoas físicas, empresas, emissoras de rádio, tv, jornais impressos, escolas, poder público (...) enfim!, todos se solidarizaram com o sofrimento alheio. Algo "bonito de se ver", mostrando que cada um está sentindo na pele um pouco do sofrimento vivido por lá.

Mas, ao mesmo tempo que fico comovido e boquiaberto com o tamanho da generosidade do brasileiro (e me incluo esta lista), pergunto o por quê o mesmos empenho, dedicação e solidariedade não são práticas adotadas constantemente pela grande maioria da população(também me incluo nesta lista). Afinal, sofrimento, dor, FOME, abandono, são situações que infelizmente não surgem apenas nas grandes tragédias. Estão ao nosso lado, contestando diariamente a imagem de que o Brasil é um país sem desigualdades, com chances para todos, independente da classe social/econômica. Nas ruas, por exemplo, quantas crianças, idosos, jovens, se expõem em busca de algum trocado - situação muitas vezes questionável sim, mas que retrata que algo não está certo, precisa mudar?

Algo que chama mais a atenção é a realidade de extrema pobreza em cidades das regiões norte/nordeste, já castigadas pela seca... Será que também não merecem - aquelas pessoas - um pouco da solidariedade tão bela e eficiente apresentada com os flagelados d Santa Catarina? Lá também há desabrigados, miséria, fome, desnutrição infantil... Nem por isso a região causou comoção noutros rincões do país. O que falta para isso?!?! Um pouco mais de atenção da mídia (mea culpa)? Um destaque maior nas coberturas da imprensa? Talvez sim, porque no que depender da vontade do Poder Público....

Bem, não critico nem tampouco condeno ou faço voz contrária às campanhas solidárias em prol das vítimas de SC. Pelo contrário: apoio totalmente esta onda de comoção que tomou conta do país, e acho que ela deve continuar até que aquelas famílias possam retomar a vida que tinham antes da tragédia. Mas questiono o "descaso" que todos nós mostramos em relação ao que acontece diariamente, muitas vezes do nosso lado, e que acaba "passando despercebido", ignorado!

Vale refletir...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Notícias...

Hoje pela manhã duas situações me chamaram a atenção enquanto acompanhava um noticiário local.

Uma reportagem mostrou o quanto alguns jovens e adolescentes estão expondo suas vidas à temida AIDS. A matéria mostrou como é crescente o número de pessoas contaminadas, principalmente (segundo pesquisa apresentada) entre alguns homossexuais, que se negam a fazer uso do preservativo. Entre heterossexuais a situação também é lamentável, e, pasmem, também cresceu vertiginosamente a quantidade de pessoas infectadas pelo HIV que estão na chamada "terceira idade".... É, a pílula conhecida como "passaporte da alegria" - leia-se VIAGRA e outras do gênero - levou os vovôs (maneira carinhosa de dizer) à libertinagem, e os colocou na mira desta doença... A pipa do vovô que não subia mais voltou a alçar vôos. Mas se a manete não estiver protegida, pode ser o ponto final das decolagens...

Outra reportagem interessante mostrou que algumas presidiárias de Campo Grande estão aprendendo regras básicas sobre gestão de negócios. Assim, quando terminarem de cumprir pena poderão utilizar os novos conhecimentos para tocarem suas vidas longe do crime, como micro-empresárias talvez. Mas o que chamou a atenção foi a sonora de uma detenta, que na maior inocência falou à repórter que assim que saísse do presídio iria ganhar a vida com a venda de roupas compradas em Goiânia e/ou na BOLÍVIA. O fato é que antes mesmo de tornar-se novamente livre a moça já revelou às autoridades que está com os pés voltados para o CONTRABANDO. Algo que poderá levá-la de volta ao xadrez.

Por enquanto é só...

e vamos nessa!